Matinha

Pequeno espaço florestal murado, inserido na malha urbana da cidade de Queluz, a Matinha engloba um conjunto de vegetação espontânea, considerado um testemunho residual da formação vegetal que cobriria a zona em tempos antigos.

Ecossistema sensível de conservação prioritária, é igualmente considerada um povoamento relíquia de sobreiros e outra vegetação natural, sendo entendida, no meio científico, como uma potencial reserva genética.

Tendo-se tornado propriedade da Casa Real após a restauração de 1640, com a construção do Palácio de Queluz, iniciada em 1747, tornou-se num espaço destinado à caça e à realização de touradas.

Em 1975 foi cedida pela Direção Geral da Fazenda Pública à Direção Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, e em 1986 um despacho ministerial reconheceu-lhe aptidões de recreio e lazer e integrou-a no então Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, atual Instituto da Conservação da Natureza.

O protocolo assinado em abril de 2006, entre esse Instituto e a Câmara Municipal de Sintra, celebrado no âmbito da salutar colaboração institucional entre entidades públicas, conferiu à autarquia a manutenção e beneficiação da Matinha de Queluz, bem como a gestão do uso do espaço para aí promover atividades relacionadas com a vocação da área em causa, incrementando a sua fruição por diferentes públicos.

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